Arquivo 2020

Vulnerabilidade e o primeiro passo contra a impostora

Tamy Lemos
Product Design Manager, QuintoAndar
Mulher, líder, designer

Com 10 anos na área de experiência do usuário, atuo como Product Design Manager no QuintoAndar. Meu foco está em uma liderança de design mais intencional e estratégica, auxiliando times a revolucionar de forma cada vez mais humanizada o mercado imobiliário no Brasil.

Tamy Lemos
Escute este artigo

Quando recebi o convite para participar dessa iniciativa, meu primeiro sentimento foi de felicidade - "Nossa, que legal! Tô dentro!". Em seguida, medo - "Sobre o que vou falar? Não tenho nada importante a dizer, não sou especialista em nada e tem muita gente melhor que eu para isso". Obviamente a consequência seria a procrastinação e a negação - "Eu não tenho nada a dizer sobre Design em 2021. Qual a minha autoridade em algum assunto para falar sobre isso? Quem dirá escrever." Fritação demais e nada de sentar na cadeira para fazer. Por vezes, cheguei a pensar em desistir. Clássico, né?

Foi na véspera do prazo, depois de uma sequência de 1:1s com mulheres com quem trabalho, que percebi o quanto eu estava me entregando à auto-sabotagem. Em nossas conversas, ouvi que sou referência para elas. Me surpreendi com isso. Sim, precisei que 5 mulheres diferentes no meu dia a dia me dessem feedbacks em comum sobre a minha atuação em um verdadeiro alinhamento de planetas para que eu me desse conta daquilo que não vejo em mim. Percebi que a incapacidade de me reconhecer como uma referência profissional estava me impedindo de ter algumas atitudes importantes no trabalho. E fora dele também: óbvio que o medo de "mandar mal" ao escrever meu artigo ia me impedir de aproveitar uma boa oportunidade. Não dessa vez. Resolvi quebrar uma crença limitante e usar minha vulnerabilidade e experiência para trazer o assunto à tona:

Precisamos falar sobre a síndrome da impostora e as consequências que acontecem diariamente para nós, mulheres designers. Quero falar sobre minha experiência, meu ponto de vista e fazer um convite para 2021.

Mas antes, quem é essa impostora?

Longe de mim me colocar como especialista no assunto (mas se você quiser, aqui tem o artigo em que duas mulheres falaram pela primeira vez sobre o assunto, em 1978), mas resumindo o que aprendi em minhas leituras: a Síndrome do Impostor é um fenômeno caracterizado pela inabilidade de acreditar que seu sucesso é merecido por ser resultado do seu esforço, habilidades e experiências únicas. A "impostora" em nossas cabeças faz a gente crer que somos uma fraude que conquistou tudo através de sorte e mentiras e que um dia seremos descobertas por isso. A consequência óbvia desse sentimento é que nos questionamos e muitas vezes nos sabotamos quando as boas oportunidades aparecem. Somos dominadas pela ansiedade, baixa autoestima e medo. Essa síndrome não é oficialmente considerada uma doença, mas pode nos levar a problemas sérios como Síndrome de Burnout e até mesmo à depressão.

Muito se discute se esse problema atinge mais mulheres do que homens. Há estudos que dizem que sim, outros que não. Mas para o público feminino, sabemos que afeta especialmente mulheres experientes e bem sucedidas; mas também as que estão em início de carreira, que estão em profissões tipicamente ocupadas por homens, e claro, minorias. Enjoada essa impostora né?

Vamos pensar juntas. Quem aí nunca:

  • Negou uma oportunidade que seria ótima para a carreira, por medo?
  • Inventou desculpas para não ir a uma reunião importante?
  • Se calou em uma reunião importante?
  • Deixou de se candidatar para uma vaga por não cumprir 100% dos requisitos?
  • Deixou de enviar um trabalho para um evento por se achar uma fraude?
  • Diminuiu sua pretensão salarial por pensar que não tinha valor?

Não sei vocês, mas eu já passei e ainda passo por todas. Essa situação ainda afeta minha carreira, mesmo tendo anos de experiência como designer, ocupando uma posição de liderança em uma importante startup brasileira e tendo reconhecimento do meu bom trabalho por pares, liderados e líder (mãe e pai também, claro 😬). Ainda assim, muitas vezes me questiono, fujo e me saboto. Acontece com todas nós.

Suas origens e consequências

Nada disso é de hoje. Nosso comportamento é, em sua maioria, forjado por impactos de uma sociedade patriarcal, com influências culturais e estereótipos sociais que insistem em dizer como uma mulher deve ser e como deve agir. Temos medo de expor emoções no trabalho pelo receio de sermos vistas como mais frágeis. Geralmente, mulheres com posturas ambiciosas e assertivas são vistas como agressivas. Temos dificuldade de equilibrar nosso tempo profissional com dedicação à nossa família e a pandemia só colocou holofote e mais dificuldades em nossas vidas, principalmente para designers que são mães. Além disso, muitas vezes sofremos com a falta de referências: quem são as designers que chegaram longe? Como elas chegaram lá? O que passaram, como superaram? 

Não há saúde mental que aguente tanta pressão social de diferentes fontes. Um estudo recente da Universidade de Montreal sugere que as mulheres são mais propensas a sofrer de esgotamento profissional (burnout) do que os homens. Por quê? Porque, além de maiores dificuldades de equilibrar trabalho e família, é menos provável que recebam posições de poder, o que faz com que sofram mais com ansiedade, frustração e depressão. E quando recebem esses cargos, trabalham mais e mais para provar que os merecem.

Mulheres no mercado de design no Brasil

É impossível negar que existam abismos entre a atuação de homens e mulheres no mercado de trabalho e que essa também pode ser uma realidade em nosso quintal. Talvez menos que em outras profissões e países, mas eles existem. O Panorama UX 2020, importante pesquisa sobre o nosso mercado, mostra que o percentual de mulheres no design era de 45%. Quando olhamos para cargos de liderança, mulheres têm menos chances que a média de estarem na posição de líder em suas empresas. Segundo a mesma pesquisa, o salário médio das mulheres é R$ 900 menor que o dos homens. 

Outras evidências são mais sorrateiras, porém perceptíveis sob um olhar mais atento. Se você tem uma vaga de liderança aberta em sua empresa, note quantos candidatos são homens e quantos são mulheres. Nas reuniões que você vai, observe qual a proporção de homens em relação às mulheres. E quem não liga o microfone, ficando longe do holofote: eles ou elas?

Se você é homem, pense aí: dentre a sua lista de referências, existe alguma mulher? E para você mulher, quem você tem na sua lista de referências?

É hora de desmutar o microfone

Se você se identificou com algo que falei, esse assunto te afeta mais diretamente do que imagina e precisamos começar a mudar isso. Nada vai acontecer da noite pro dia e muito do trabalho começa a partir de nós mesmas com pequenas atitudes. Não quero aqui eximir de culpa as empresas que também precisam fazer sua parte. Olhar, reconhecer e dar oportunidades justas para homens e mulheres. As lideranças precisam estar mais bem preparadas para isso, porque a realidade é que poucas estão.

Me perdoem o uso de um clichê, mas a mudança que queremos ver no mundo começa pela gente. Podemos dar passos que parecem pequenos, mas que são super importantes. Que tal começar reconhecendo quais são os contextos em que você se sabota? Assuma sua vulnerabilidade para conseguir ver e compreender o que te dá medo, faz você se questionar e duvidar do seu potencial. É mais fácil combater algo que vemos e conhecemos, portanto, conheça seus pontos fracos para entender onde é que você está se sabotando.

Até mais importante do que isso é reconhecer os seus pontos fortes e aquilo que te faz uma mulher e uma profissional única. Lutamos batalhas e aprendemos todos os dias. Olhe para trás, veja o quanto você conquistou e jamais negue sua origem e sua história. Aposto que você não faz ideia da força e do potencial que tem.

Parecem exercícios bobos, mas gradualmente veremos que o que nos segura são crenças limitantes que colocamos em nossas cabeças e são elas que nos fazem ficar quietinhas na reunião. Elas que nos impedem de nos candidatarmos a cargos de liderança, de palestrar e de compartilhar experiências sem medo de julgamentos. Precisamos dar o primeiro passo.

Finalmente, meu convite

Eu não me considero boa escrevendo e morro de vergonha que leiam algo que escrevi, reconheço que esse é meu gatilho. Mas eu sei que sou uma boa líder, reconheço que essa é minha fortaleza. Por isso me jogo para que a minha mensagem ajude e empodere mais mulheres. Mesmo que seja preciso expôr minha vulnerabilidade para isso.

Reconheço também que eu sou uma mulher branca, sem filhos, com privilégios e moradora de um grande centro. Não tenho lugar de fala por tantas outras: mulheres negras, da comunidade LGBTQIA+, com filhos, com deficiência, da periferia, dos 4 cantos do país e uma lista com tantas outras. E por pertencer a esse lugar e ver tantos espaços homogêneos, ressalto que precisamos adicionar diversidade a essa discussão para enriquecer e equilibrar mais o olhar do design no Brasil em 2021. E esse é o meu primeiro passo: um convite em forma de texto para que venham comigo nesse novo ano. Se joguem! Olhem para dentro e reconheçam suas forças. Sinta orgulho de você todos os dias. Deem um tapa na cara dessa impostora! Façamos juntas um 2021 mais feminino, mais plural, mais diverso. 

Eu não quero e nem vou parar por aqui. Afinal, existem lugares de liderança nos aguardando e reuniões importantes precisando de nossas vozes. Existem pessoas com problemas precisando de nós: mulheres designers, com nossas habilidades, olhares e experiências únicas. Mas, acima de tudo, existem designers maravilhosas entrando no mercado precisando que sejamos referências para mostrar que esse lugar também pode, e deve, ser delas.

Vamos dar o primeiro passo juntas?

Deploy.me
Desenvolva sua carreira em UX Design, Produto e Dados com bootcamps imersivos, práticos e de curta duração com facilitadores das principais startups do Brasil e do mundo. How. Skills, not degrees.
15%OFF código:
DESIGN2021

Explore outros temas

Liderança inclusiva, design e autoconhecimento

Thaly Sanches
Thaly Sanches

O Design no ano 21 do século 21: educação e trabalho pela cibercultura

André Grilo
André Grilo

A crescente importância de tudo o que não sabemos

Bruno Canato
Bruno Canato

Design de experiência contra o racismo algorítmico

Polli Lopes
Polli Lopes

Você aprende aquilo com que se importa

Denise Pilar
Denise Pilar

UX + LGPD. A privacidade do usuário na era dos dados

Hideki Katsumoto
Hideki Katsumoto

O design pode mudar o mundo

Renato Paixão
Renato Paixão

O papel do designer na desconstrução do ciclo da invisibilidade

Joyce Rocha
Joyce Rocha

A Maturidade do Designer UX

Ioná Dourado
Ioná Dourado

Multiculturalismo remoto

Tai Civita
Tai Civita

O Product Designer está fora de forma?

Marco Moreira
Marco Moreira

É responsabilidade de quem?

Vinícius Gomes
Vinícius Gomes

Receita de UX Designer

Leandro Rezende
Leandro Rezende

Perspectivas visuais e um conceito social (talvez) necessário

Eduardo Arce
Eduardo Arce

A Jornada do Mentor - Como se tornar um herói em UX

Sheylla Lima Souza
Sheylla Lima Souza

Inovação em design organizacional: como ser prático na prática? 🚀

Eduardo Maia
Eduardo Maia

Design, um esporte coletivo e colaborativo

Beto Lima
Beto Lima

Empreender e pivotar na profissão designer

Marcelo Leal Felix
Marcelo Leal Felix

Como você enxerga o Design?

Monica Barros
Monica Barros

Você já foi um designer iniciante, Design no interior e Michael Scott

Felipe Marinelli
Felipe Marinelli

A motivação por trás de novos hábitos

Nathalia Cabral
Nathalia Cabral

A visão de um designer que acredita na política do seu dia-a-dia aplicada a sociedade brasileira

Henrique Peixe
Henrique Peixe

Como construir maturidade de Design em empresas em transformação digital

Bianca Faraj
Bianca Faraj

Liderança e Maternidade: Qualquer semelhança não é mera coincidência

Bruna Amancio
Bruna Amancio

UI Designer? Deus me livre, mas quem me dera!

Adelmo Neto
Adelmo Neto

O que 2021 promete, além da vacina? Design Ops e Acessibilidade!

Paulo Aguilera Filho
Paulo Aguilera Filho

21 coisas que tem que acabar em UX design para 2021

Rafaela de Souza da Silva
Rafaela de Souza da Silva

Design é uma conversa cultural

Julia Nascimento
Julia Nascimento

Na contemporaneidade, o que não é design?

Isadora Ribeiro dos Santos
Isadora Ribeiro dos Santos

O conceito equivocado de público-alvo que exclui pessoas

Talita Pagani
Talita Pagani

Métricas de UX: O que são, onde vivem e do que se alimentam?

Rafa Brandão
Rafa Brandão

Levei 8 anos para me definir como UX designer. E eu vou te contar como.

Lais Mastelari
Lais Mastelari

Desobediências conceituais no Design

Andrei Gurgel
Andrei Gurgel

Confissões de um designer apaixonado

Jane Vita
Jane Vita

Visualizando os dados da comunidade de UX no Brasil

Carolina Leslie
Carolina Leslie

Experiência do Usuário Surdo

Beatriz Lonskis
Beatriz Lonskis

Por uma comunidade de design mais aberta e colaborativa

Karina Tronkos
Karina Tronkos

Por que designers devem aprender No-Code em 2021?

Caio Calderari
Caio Calderari

Cultura de UX sob aspecto da linguagem

Melina Alves
Melina Alves

2021: um ano para recomeçar (?)

Koji Pereira
Koji Pereira

Design Ético: como nós, pessoas que consomem e desenvolvem, podemos atuar

Bianca Brancaleone
Bianca Brancaleone

Design, liderança e ambientes seguros: reflexões e sugestões

Vinícius Vieira
Vinícius Vieira

UX Writing: o desafio constante de aprender a se comunicar

Camila Gaidarji
Camila Gaidarji

Sou Designer, onde vou usar a fórmula de bháskara?

Rafael Miashiro
Rafael Miashiro

O designer nômade

Leo Ehrlich
Leo Ehrlich

Designers will design

Juliana Morozowski
Juliana Morozowski

A inevitável mudança do Design no "pós-pandemia"

Thoz
Thoz

E se a inovação pudesse ser guiada por processos de design mais colaborativos?

Larisa Paes de Lima
Larisa Paes de Lima

ROI do Design e o Cafezinho

Felipe Melo Guimarães
Felipe Melo Guimarães

A síndrome de impostor no design, o “outro” inatingível e ambientes tóxicos

Thomas Castro
Thomas Castro

O design não vai salvar o mundo! Ou vai?

Bruna Castro
Bruna Castro

Que em 2021 tenhamos tempo, dinheiro e saúde para fazer a diferença

Thiago Hassu
Thiago Hassu

O Design e os trem por trás das coisa: Soft Skills, Multipotenciais e Polímatas

Brunão
Brunão

Transição de carreira e diversidade

Liliane Oliveira
Liliane Oliveira

UX e o Amanhã da Profissão

Amyris Fernandez
Amyris Fernandez

Designer é solucionador de problemas ou colonizador?

Fernando França
Fernando França

Faça seu design orientado por dados

Mumtaz Mesania
Mumtaz Mesania

O bom design durante os sintomas da pandemia

David Arty
David Arty

Co-design: Não é só sobre Design

Wander Vieira
Wander Vieira

Designer Sobrevivente

Humberto Matos Valério da Silva
Humberto Matos Valério da Silva

Subiu, e agora? Como medir o sucesso e a performance do Design

Fernanda Magalhães
Fernanda Magalhães

Liderança em Design: 5 dicas para quem quer virar Líder de Design

Victor Zanini
Victor Zanini

Sua experiência com o futuro do trabalho está diretamente relacionada a quanto você se conhece

Kpelo
Kpelo

"Fosse ou não à escola, eu estudava."

Ariana Dias Neves
Ariana Dias Neves

Finalmente uma descentralização geográfica do design brasileiro?

Larissa Trindade
Larissa Trindade

Um convite para a auto-descoberta

Karen Tie
Karen Tie

Como vamos projetar serviços e produtos digitais na era da economia de vigilância?

Janayna Velozo
Janayna Velozo

Pensando design além da interface

Juliana Akemi Segawa Cangussu
Juliana Akemi Segawa Cangussu

Como a escuta no Design vem se tornando uma aliada em uma sociedade mais inclusiva

Valéria Reis
Valéria Reis

O Designer é a Interface - Desafios do design e experiência do usuário em tempos de isolamento social

Ubiratan Silva
Ubiratan Silva

Uma carta para a Crítica

Vitor Amorim
Vitor Amorim

Vamos parar de falar em Produto e vamos falar em Design de Serviço?

Erico Fileno
Erico Fileno

Design como fator de mudança para processos, cultura e maturidade nas empresas

Bruce Namatame
Bruce Namatame

Como Designers estamos preparados para um mundo que precisa de regeneração?

Barbara Villar
Barbara Villar

UX Research na Era Inteligente

Gabriel Bastos
Gabriel Bastos

Aprendizados para 2021 sobre a acessibilidade digital em 2020

Liliane Claudia
Liliane Claudia

Não coma o marshmallow

Camila Borja
Camila Borja

A antiga, porém nova verdade sobre DesignOps

Guilherme Gonzalez
Guilherme Gonzalez

Líderes do presente

Juliana Marcenal
Juliana Marcenal

Como quase ter virado um Product Manager me fez ser um Product Designer melhor

Filipe Bitencourt
Filipe Bitencourt

Precisamos falar sobre saúde mental em design

Marianna Piacesi
Marianna Piacesi

Design não é para todos, mas pode ser

Valéria Romano
Valéria Romano

Uma nova visão holística do design

Bel Araújo
Bel Araújo

Design para um time

Thais Yabuuti
Thais Yabuuti

POs e PMs e suas relações com acessibilidade

Livia Gabos
Livia Gabos

O futuro é plural

Paola Sales
Paola Sales

Pare de seguir os velhos padrões visuais

Raniel Oliveira
Raniel Oliveira

Design como ferramenta para um mundo melhor

Camila Moletta
Camila Moletta

Se você quiser voar, precisa soltar o que te puxa para baixo

Tereza Alux
Tereza Alux

Fale com o seu ambiente e as novas experiências conversacionais

Caio Calado
Caio Calado

3 passos para mudança do mindset do time comercial

Rafael Xavier
Rafael Xavier

Design realmente centrado no humano

Nina Telles
Nina Telles

Menos sobre nomenclaturas e mais foco no que precisa ser feito

Renan Manço
Renan Manço

Designer Produteiro

Robson Ramos
Robson Ramos

Voltando às raízes para um design acessível

Maju Santos
Maju Santos

Design e cultura de experimentação

Leandro Lima
Leandro Lima

Reflexões sobre a Escuta no Design de Experiências

Denise Rocha
Denise Rocha

Preparando um time para o sucesso

David Pacheco
David Pacheco

Design ético em pauta

Lucas Cruz
Lucas Cruz

Design do Amanhã

Natalí Garcia
Natalí Garcia
não clique