Arquivo 2020

O designer nômade

Leo Ehrlich
Design Director na Planswell e Sócio Fundador do Clube FII
Nômade, Empreendedor, Curioso

Designer há 15 anos. Atualmente ajudando milhares de americanos e canadenses a planejarem sua aposentadoria na Planswell, ajudando brasileiros a investir em Fundos Imobiliários na minha empresa Clube FII e também tentando me tornar uma pessoa e designer melhor fazendo um pôster por dia através do meu projeto de arte, Quotes on Posters™. Meu trabalho foi reconhecido por alguns prêmios internacionais como Cannes Lions, The One Show, D&AD. Mas, honestamente, para mim meu maior prêmio é ser capaz de inspirar e ajudar alguém com meu trabalho.

Leo Ehrlich
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2020 foi indiscutivelmente um ano cheio de desafios, e problemas para todos.

Com a crise da pandemia, o mundo inteiro praticamente se viu forçado a trabalhar de casa. Isso para muitos se tornou um incômodo quanto para outros, uma dádiva.

Esse movimento das pessoas saírem do escritório e trabalharem de casa e podendo optar por morar em cidades menores com melhor qualidade de vida já era algo possível de se fazer há mais de 10 anos porém foi algo que vi poucos colegas de profissão conseguirem de fato realizar. Muitos conseguiam se posicionando como freelancers, mas raramente vi designers conseguirem fazer isso permanecendo contratados e trabalhando para uma grande empresa que até então sempre exigiu a presença física de seus funcionários.

Agora o jogo mudou completamente. Algo que já poderia ter sido adotado há muito tempo, acabou acontecendo de maneira forçada por conta de uma pandemia. E o mundo viu que é possível trabalhar de casa e continuar gerando valor para as empresas.

Hoje trabalho remoto é uma realidade. Não há mais desculpas nem barreiras. Se você é um profissional reconhecido com um bom currículo, bom portfólio e nível de inglês razoável, você tem a possibilidade de se posicionar como um player global. Basta começar a aplicar para todas as vagas que aparecem no Linkedin com possibilidade de trabalho remoto e fazer o seu networking com os líderes de design, produto e CEOs para conseguir a vaga que permita o estilo de vida que você quer ter.

Pras as empresas é vantajoso pois elas economizam com aluguel de salas comerciais, compras de equipamento, impostos e encargos sociais. Pros funcionários também é vantajoso, pois pode-se ganhar em dólar, euro ou qualquer outra moeda forte e estável e viver em países e cidades baratas, onde o custo de vida pode ser até 3 vezes menor do que as grandes metrópoles globais.

Com ferramentas altamente colaborativas como Slack, Zoom, G Suite, Figma, Asana, Notion, Invision e com novas tecnologias como 5g, Bluetooth 5.2, webcams de alta resolução embutidas em todos os dispositivos e internet banda larga em praticamente qualquer lugar, o mundo hoje está mais conectado do que nunca.

É realmente só uma questão dos governos adotarem uma postura mais liberal e permitirem as pessoas capacitadas terem liberdade de poder escolher trabalhar em qualquer lugar para qualquer empresa e das empresas poderem contratar gente de qualquer lugar do mundo, para o mundo se tornar uma verdadeira aldeia global, não só no discurso mas na prática. Algo utópico talvez.

Porém, mesmo isso ainda não estando muito definido, hoje é uma realidade poder trabalhar para uma empresa ganhando em dólar, alugar uma casa em Bali de frente a uma praia paradisíaca e surfar todos os dias antes do trabalho. Muita gente já faz isso.

Eu por exemplo hoje vivo em Istanbul, trabalho pra Planswell, uma empresa canadense, faço freelas para empresas do mundo inteiro pela Toptal, colaboro no Clube FII, um site de fundos imobiliários que sou sócio no Brasil e quando sobra tempo, trabalho no meu projeto pessoal de arte, Quotes on Posters, vendendo posters pra qualquer lugar do mundo utilizando serviços locais de print on demand.

Hoje eu tenho a liberdade que sempre quis ter. Acordo sem despertador, faço meu horário. Não perco tempo no trânsito e com as distrações de um escritório. Me sinto mais produtivo do que nunca. Parei de tomar café. Me sinto mais saudável, mais feliz. Estou tendo a melhor qualidade de vida que já tive.

Sem falar nos benefícios que isso causa ao planeta, pois imagina a quantidade de monóxido de carbono que não está mais sendo lançada à atmosfera pelo fato de não haver mais carros se deslocando todos os dias, e não se precisarmos construir edifícios corporativos que consomem exorbitantes recursos naturais para serem feitos e que só são utilizados durante ⅓ do tempo.

Também vejo benefícios para a economia global, pois se tira o dinheiro concentrado de uma região e se distribui em outras com economias mais fracas. Este ano, alguns países começaram a oferecer pacotes de visto de 1 ou 2 anos para viver no país trabalhando remoto, sem precisar ter emprego local, pois tais países vêem como vantagem ter gente com poder financeiro vivendo, consumindo e ajudando a movimentar suas economias como se fossem turistas porém de longo prazo. Tais países atualmente são Antigua & Barbuda, Barbados, Bermuda, Costa Rica, Croácia, República Checa, Espanha, Dubai, Estonia, Georgia, México, Portugal. Eu espero que essa lista cresça em 2021.

Será que esse movimento vai continuar depois que houver uma vacina? Difícil de saber, principalmente observando que as gigantes de tecnologia alugaram espaços imensos em Nova York aproveitando a grande barganha dos preços do mercado imobiliário durante a pandemia. Mas eu acredito que mesmo que algumas empresas voltem a exigir que alguns funcionários trabalhem em seus escritórios, eu acho que não vai voltar a ser como antes e muitas empresas oferecerão a flexibilidade de escolha para designers, como Facebook, Twitter, Google e Microsoft já oferecem.

Será que com o tempo a média global de salários diminuirá pelo fato das empresas preferirem contratar mão de obra qualificada que mora em países subdesenvolvidos? Isso já está se tornando uma realidade e já vi algumas empresas começaram a aplicar políticas de salário remoto baseado na cidade onde você vive, e não no valor do seu trabalho. Imagine, um profissional reconhecido se desvalorizando por optar morar fora do eixo das cidades caras. Não sei se isso vai dar certo...

Será que os governos aplicarão sanções obrigando as empresas a contratar apenas mão de obra local, ou obrigando os empregados a morar na mesma cidade ou estado onde a empresa paga imposto? Talvez. Tudo é possível e só o tempo dirá. Mas por enquanto, eu sinto que há uma janela de oportunidade única para você que é designer, tem talento e sabe falar inglês. E eu sou da opinião que nós como profissionais temos que ir onde somos tratados melhor.

Estamos vendo movimentos completos de pessoas saindo das cidades grandes e caras. A Califórnia teve um êxodo gigantesco de pessoas nos últimos meses, que não aguentaram mais ter que pagar os aluguéis exorbitantes de Los Angeles, San Francisco ou do vale do silício e que saíram por não precisar mais estar lá fisicamente. O mesmo movimento ocorreu em Nova York.  

Além disso, com a derrota do Trump nas eleições, pode ser que os Estados Unidos voltem a facilitar a contratação de força de trabalho estrangeira. E como a economia dos Estados Unidos representa uma grande fatia do mercado de design mundial ( especialmente design de produto ) isso pode ser visto como uma excelente notícia.

Claro que essa questão de trabalhar de casa é muito pessoal e não é todo mundo que quer isso. Eu entendo que muita gente não possui um quarto extra dedicado a virar um escritório, ou divide o apartamento com amigos ou família, ou simplesmente se sente sozinho e preza por ter pessoas ao seu lado para compartilhar coisas. Nesse caso, uma opção é alugar um espaço num coworking. Há empresas agora oferecendo a possibilidade de dar uma ajuda de custo mensal para poder trabalhar de qualquer coworking do mundo. E há uma crescimento grande desses espaços em cada centro urbano.

Eu particularmente adoro trabalhar de casa, e se eu puder, nunca mais boto o pé num escritório na minha vida. Talvez seja porque nunca trabalhei em ambientes de trabalho confortáveis e sempre achei um saco ter que me deslocar de casa todos os dias, tanto que sempre busquei morar perto do meu trabalho onde eu pudesse ir andando ou de bicicleta para perder o menor tempo possível, em todos os países que já morei.

Agora melhor do que trabalhar remoto para uma empresa, que tal trabalhar remoto para o seu próprio negócio? A revolução tecnológica da última década abriu muitas possibilidades de se criar negócios digitais, e é algo que eu altamente recomendo tentar, já que também tenho meu próprio negócio no Brasil sendo sócio-fundador do Clube FII, um site de Fundos Imobiliários com mais de 220 mil inscritos.

O que o Airbnb, Youtube, Instagram, Pinterest, Kickstarter, Tumblr, Flickr, Behance, Dribbble tem em comum? São empresas super bem sucedidas que tiveram como fundadores designers. Nunca na história do design, houve tantas possibilidades do designer se tornar um empreendedor.

Se você é designer de produto, hoje é possível ter uma idéia de algo que possa ajudar e agregar valor às pessoas do mundo inteiro, se juntar com um amigo programador, prototipar e lançar um produto, testar, iterar, evoluir, e se o mercado mostrar que há demanda, buscar investidores e viver disso. É fácil? Claro que não. Se não todo mundo estaria rico com sua startup, mas pelo menos hoje o designer tem uma chance, um lugar na mesa, quando que a anos atrás, só era chamado pra fazer a identidade visual e o site de uma empresa. Mas isso é assunto para outro artigo.

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