Arquivo 2020

Empreender e pivotar na profissão designer

Marcelo Leal Felix
Designer de Interação
Designer preto

Eu sou designer 10 anos de experiência, com especialização em designer de interação , eu desenvolvi diversos projetos como design para web, mobile e animação para diversos clientes do Brasil.

Marcelo Leal Felix
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Vivemos tempos de muitas incertezas, tudo que conhecemos mudou, tivemos que nos adaptar com novas experiências, de uma hora para outra o mundo mudou. São diversas incertezas e inseguranças que nos abalam, criou- se um medo geral, vivemos em um tempo histórico, é algo que a nossa geração (pelo menos mundialmente) ainda não tinha passado por essa experiência, e esse momento nos deixará marcas. As empresas tiveram que mudar, mudar rápido, de uma hora para outra a empresa estava dentro das nossas casas, eu achei que o caos ia se instaurar, mas até que fomos comportados. O online veio como um trator no analógico, eu sou do tempo em que o digital era um mero complemento do produto analógico, geralmente com hotsites, revistas eletrônicas, eu acho que sou uma das últimas gerações entre o digital e o analógico. 

O design moderno mudou muito desde o boom da internet, e durante esses anos os nomes da profissão mudaram constantemente, agora 20 anos depois são os designers digitais/product designer/ux designer, qual seja o nome que você queira dar a essa nova (velha) profissão. Pegamos  toda aquela estrutura do design de software e criamos guarda-chuva de ux e com isso estamos moldando o mundo digital (eu acho) isso é muito legal. Não quero entrar no conceito técnico da coisa, eu quero falar sobre duas coisas: uma é empreender e a outra pivotar na profissão. 

Nos meus anos como designer foram esses dois elementos que me fizeram mover e ter amor pela profissão.

Empreender na profissão não quer dizer que você irá abrir uma empresa ou ser freelancer, pode até ser, o que eu quero dizer que empreender na profissão, é acordar todo dia com aquele desejo de fazer algo novo, não a mesmice do dia a dia, é tentar fazer coisas novas, porque eu falo em tentar coisas novas, porque nem sempre suas tentativas vão resultar em acertos, nem sempre você terá espaço para o novo, possivelmente ficarão em tentativas e você cairá no operacional da profissão. É aquele momento de trazer um frescor à profissão.

Ainda em muitas empresas o designer é operacional ou ainda não viram o valor no design como estratégia de negócios, como eu falei, no Brasil o designer sempre viveu na esfera do operacional, o cara que aperta os botões, para isso temos que mostrar para os nossos superiores/stakeholders que o design pode e deve ir muito além do apertar de botões, não necessariamente precisamos evangelizar na empresa sobre designer ux (se for necessário sim), mas você pode ser um ux designer e ficar no nível do operacional, fazendo os mesmos entregáveis e ninguém lendo os documentos para a produção do produto.

Eu penso que a profissão designer tem em sua estrutura empreender, muitas vezes não vamos conseguir convencer ninguém com alguma idéia de produto ou processo, muitos não irão te escutar, mas eu imagino que estamos em um momento ímpar da história da tecnologia, eu não me lembro se passamos por isso, é nesse momento que precisamos mostrar o nosso valor.

Uma coisa que me deixa muito chateado é que alguns designer querem rebaixar outros para se sentirem mais importantes, eu acho que isso enfraquece a nossa categoria, se não pudermos elevar a categoria como um todo, não haverá diferença em um designer gráfico e o de ux para a empresa e negócio.  

Se você não sabe, nem toda empresa está preparada para colocar o design com parte do negócio, a vezes ela precisa de outras especialidades do design, por isso é necessário outras categorias do design, é importante que não caiamos nos mesmos erros do passado, nos dividindo por categorias, e assim enfraquecendo a profissão, e nos prejudicando no futuro (sim isso pode nos prejudicar).

Nos últimos tempos temos uma comunidade muito grande e aberta com diversos projetos para ajudar os novos designers, mulheres, negros e etc. Continuem assim, o papel de vocês é fundamental para o desenvolvimento do design no Brasil e não podemos parar de fomentar a nossa profissão com o bom design e os benefícios que ela traz para o negócio no meio em que vivemos.

Vamos voltar umas duas casas para trás, até pouco tempo atrás, estamos falando nos anos dois mil e alguma coisa, quem tomava esse lugar no qual nós estamos e o dinheiro de investimento no design, nas empresas, na área de inovação, eram agências de publicidade e diretores de arte, era quase impossível ser um diretor de arte offline de uma grande agência, isso era o sonho da maioria dos designers, nem todo mundo conseguiu, o que tinha mais era na área digital, mas ficava na mão dos juniores, com salários extremamente baixos e para o negócio era algo paliativo ou um complemento do produto offline.

Atualmente o criativo das agências estão migrando para área de tecnologia porque o dinheiro que era gasto (follow the money) com publicidade as empresas migraram esse dinheiro para dentro das próprias empresas e startups, diversas empresas montaram os seus hubs de inovação, marketing, publicidade e design assim não terceirizando a visão do seu produto e criando produtos e mercados com a cara da empresa.

O que eu quero dizer é que tudo isso que estamos vendo hoje no designer e na tecnologia pode mudar como mudou nesses anos, talvez demore ou não. Se você fizer uma pesquisa meio rápida no linkedin em designers brasileiros de ux ou arquitetos da informação, você vai contar nos dedos os designers quem tem mais de 10 anos de profissão no digital sem ter pivotado e mesmo nesse período o título deve ter mudado o nome de acordo com a empresa que trabalharam, também tem o designer de software que era tipo do tal do designer unicórnio de hoje, um ser quase mitológico que você não sabia se existia, você tinha alguns arquitetos de informação e a maioria eram designers digitais, aquele híbrido/generalista que no final das contas você não sabia para onde ia, se mexia com um pouco de tudo, web, animação, print, etc. 

Por isso que eu falei que temos que empreender por que o design é dinâmico, vamos ter que pensar rápido, novas tecnologias irão aparecer, como o 5g, inteligência artificial e qualquer outra coisa que ainda vão criar, talvez seja necessário criar coisas novas ou atualizar as atuais, temos que mostrar que o designer tem valor e é necessário para o desenvolvimento do produto, para que em uma crise não sejamos os primeiros eliminados da mesa de decisão.

Em falar em mesa de decisão, ali é um ambiente bem complicado, um lugar dinâmico, e talvez forçará a você pivotar, mas você vai me falar ”eu tenho que ter outra profissão dentro do designer?” ou “sou obrigado a aprender novas habilidades?”. A resposta é não, mas dentro da profissão isso talvez aconteça se necessário, a dinâmica é muito rápida na profissão digital e muitas vezes para sobreviver temos que tomar alguma posições que irão impactar o nosso futuro, por isso tome muito cuidado com cada decisão tomada, não é porque algo deu errado que vamos jogar a toalha. Desde que eu comecei a trabalhar com designer digital, já pivotei algumas vezes dentro do espectro da profissão, e para não fazer como alguns, que desistiram e foram ser cozinheiros, abrir uma franquia ou viver de sua arte na praia, não que isso seja ruim (conheço alguns que estão muito bem), mas ficaram tão desiludidos com a profissão que desistiram, e esse momento pode chegar na sua vida, o que fazer então? Eu já fiz de tudo, desde design gráfico, web, design de filme, de vfx, ilustração, e como eu outros fizeram isso pra sobreviver, foram poucos os sortudos que eu conheci que não pivotaram, e agora atuando de novo no digital, eu estou aprendendo como se fosse um cara no início da profissão, eu nunca tive medo de aprender, e eu acho que ficar preso a regras sem saber o que está fazendo é muito chato. 

Vamos falar de processo? Bom, nem sempre o seu processo vai funcionar, isso é terrível, montar todo processo de designer fazer tudo que aprendeu e falhar, não tenha medo em falhar isso faz parte, use a falha como aprendizado, eu sempre falhei na vida, continuo falhando mas aprendendo com os erros sempre, isso é importante. 

Eu sei que as pessoas não tem muito costume de estudar quando não são obrigadas, estude, faça curso, e se possivel faculdade, se você estiver estudando para ser um designer ou se você quer ser um designer melhor, leia livros, muitos livros, mas não só de designer, mas de negócio, inovação, de processos, livros relacionados na área tecnologia, para que saiba conversar com os demais atores e não ficar preso na bolha de designer e ser uma pessoa melhor.

Temos que tomar cuidado e não entrarmos no mundo do faz de conta em que tudo é uma maravilha, não esqueça isso é uma profissão, por mais que você goste, iremos enfrentar a dura realidade dos negócios, produtos e empresas. 

O que eu quero dizer com tudo isso é, quando você se sentir triste, angustiado com algo do seu dia a dia que não deu certo, não desanime, não perca aquela luz que você teve quando escolheu essa profissão, que isso tudo vai passar e lá na frente você vai dar risada de tudo isso.

Talvez isso tudo que eu falei possa ser uma bobagem amanhã, porque tudo muda rápido e amanhã possivelmente esse texto ficará defasado.

Eu creio que o designer cresceu muito, principalmente o ux ele ficou tão grande dentro da profissão ele virou um mindset com diversas ferramentas, ele vai expandir muito mais, tem espaço pra isso.

Se você chegou até aqui e não achou chato esse texto, para mim o design é a melhor profissão e não me vejo fazendo outra coisa. 

O mundo vai precisar do seu trabalho e precisaremos de mais designers com conhecimento técnico e emocional, talvez você não precisará pivotar ou não queira empreender, mas momentos difíceis virão e eu te desejo força e boa sorte na sua jornada.

Até mais. 


RIES, ERIC. A startup enxuta. Rio de Janeiro: Sextante, 2019.

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