Arquivo 2020

A inevitável mudança do Design no "pós-pandemia"

Thoz
Head of UX & Design em Vale - DigitalLAB
Provocador, asiático, curioso

Há mais de 14 anos atuando em diferentes contextos do Design, hoje atuo como Head de UX & Design do Digital LAB, o laboratório de inovação digital da VALE. Professor do curso de pós-graduação em UX Design da Univille, Mentor de UX Design, Voluntário para o empoderamento de guetos sociais na Tecnogueto. Especialista em Economia Comportamental pela ESPM e eterno estudante das ciências humanas.

Thoz
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Ano passado, em 2019,  escrevi sobre o "Iminente estouro da bolha de UX", pontuando alguns aspectos comportamentais e econômicos que há algum tempo venho observando na nossa comunidade de design. Gerou polêmica, debates e opiniões divergentes a respeito, o que por si só já demonstravam o valor e a importância da provocação feita.

Então, de repente, fomos atropelados pela pandemia da covid-19 que mudou nossas vidas por completo. Deixando claro para nós, pretensiosos humanos, que qualquer tentativa de previsibilidade do futuro  é um grande tiro no escuro, por mais evidências que se possa coletar e por maiores que sejam suas convicções, é uma grande maneira de se iludir. Por esse motivo, no texto desse ano tento mais uma vez fazer um resgate histórico para contextualizar caminhos possíveis que podemos seguir num futuro breve.

Mulher com máscara aguarda embarque no aeroporto durante pandemia de Covid-19  (Foto: Anna Shvets)

Pandemias mudam o mundo.

Essa não é a primeira e, provavelmente, não será a última pandemia que muda o mundo. Se para melhor ou pior dependerá do recorte feito durante a análise, e estabelecer um juízo de valor a respeito dessas mudanças não é o objetivo desse texto.  Apenas para citar alguns exemplos históricos já passamos pelas seguintes pandemias:

  1. Peste de Justiniano: acontecida aproximadamente em 540 D.C, era provocada pela peste bubônica e transmitida por ratos e pulgas contaminadas. Estima-se que ela matou mais de 1 milhão de pessoas e durou mais de 200 anos. 
  2. Peste Negra: também causada pela peste bubônica, essa pandemia atingiu a antiga Eurásia durante o século XIV, matando entre 75 a 200 milhões de pessoas.
  3. Gripe Espanhola: que é até hoje dado como o maior marco da transição entre o século XIX e o XX, matou cerca de 50 milhões de pessoas em 1918. 
  4. Gripe suína ou Gripe A (H1N1): talvez a mais conhecida por nós antes da covid-19, por ter acontecido bem recentemente, em 2009.
Policiais em Seattle vestindo máscaras durante a pandemia de 1918 durante a Gripe Espanhola (Foto: Wikimedia Commons)

Podemos observar que historicamente em momentos pós-pandemia, com grandes emergências de saúde, as estruturas sociais são afetadas de forma significativa tanto a nível individual como coletivo. Por exemplo, o uso de máscaras em locais públicos na China e Japão (onde tive o privilégio de viver e vivenciar essa situação durante mais de 5 anos), deve-se à Grande Praga da Manchúria , de 1911. Já aqui no Brasil, a Gripe espanhola de 1918 impulsionou a centralização da agenda de saúde pública. E essas mudanças afetam o design desses países até hoje, alterando o comportamento socioeconômico das pessoas. Assim para dar sequência e conectar com o objetivo do projeto Design 2021, ficam duas questões:

  • Quais serão as mudanças que viveremos no pós-pandemia de covid-19?
  • E para o design, quais os possíveis impactos?

A austeridade é o caminho?

Diferente do significado que atualmente damos para o termo, a austeridade não tem sua origem na economia ou política de regulação dos gastos públicos.  Nasce como conceito da filosofia moral e, segundo Tomás de Aquino e Aristóteles, remete à reflexão sobre o modo de vida e o manejo dos recursos do indivíduo e das famílias para uma boa vida. Ou seja, é justamente o contrário do que é utilizado hoje, tratava-se da contenção dos gastos privados. 

Durante muito tempo as grandes guerras do século XX esse discurso era usado para legitimar o racionamento e regulação do consumo privado em prol da concentração dos recursos da sociedade para as frentes de batalha. E no pós-guerra a austeridade era utilizada como argumento  para a priorização dos recursos na reconstrução dos países destruídos em detrimento do consumo privado das famílias.  

Num cenário de recessão econômica global como estamos vivendo, é natural que hajam respostas para tentar garantir a recuperação. A defesa da austeridade sustenta que, diante de uma desaceleração econômica e de um aumento da dívida pública, o governo deve realizar um ajuste fiscal, preferencialmente com corte de gastos públicos em detrimento de aumento de impostos. Esse ajuste teria efeitos positivos sobre o crescimento econômico ao melhorar a confiança dos agentes na economia. Ou seja, mostrando “responsabilidade” em relação às contas públicas, o governo ganha credibilidade junto aos agentes econômicos e melhora as expectativas, a economia passa por uma recuperação decorrente do aumento do investimento dos empresários, do consumo das famílias e da atração de capitais externos. A austeridade teria, portanto, a capacidade de reequilibrar a economia, reduzir a dívida pública e retomar o crescimento econômico. Essa ideia vem acompanhada de dois mitos:

  1. A Fada Confiança: esse mito pressupõe que o aumento da confiança do mercado restaura o crescimento econômico. É o exagero do otimismo aplicado à economia, segundo Paul Krugman, economista norte-americano, vencedor do Nobel de Economia de 2008, é  como se houvesse uma "fada da confiança" que recompensará o bom comportamento econômico.  
  2. A Metáfora do orçamento doméstico: que de forma desonesta e dissimulada compara a administração do orçamento público com os de uma família.

É possível que as crises econômicas continuem legitimando o discurso "neo liberal" de austeridade associada ao controle dos gastos públicos e, consequentemente, de impacto coletivo. Mas seria esse o caminho que devemos percorrer no pós-pandemia de covid-19? 

Os perigos do caminho da austeridade

É importante lembrar que ao final da  Primeira Guerra Mundial, a Gripe Espanhola afetou a humanidade. O cenário de recuperação de toda dor, medo e sensação de brevidade da vida, o comportamento foi mais uma vez moldado e houve  uma valorização de experiências novas, uma resposta crítica aos costumes vigentes até então. De acordo com o estudo do Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos), as cidades com menos gastos sociais e onde ocorreram mais mortes naquele 1918 registraram mais votos em candidatos de extrema direita, culminando no nazismo e na, consequente, Segunda Guerra Mundial. Para os pesquisadores, a pandemia da Gripe Espanhola teria moldado a sociedade alemã e também lembram que a economia global enfrentou uma grande recessão, conhecida como a Grande Depressão, inaugurada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, que precedeu a chegada dos nazistas ao poder.

Frase na entrada do campo de concentração Buchenwald foi confeccionada pelo prisioneiro e ex-aluno da Bauhaus Franz Ehrlich. Jedem das Seine, "a cada um o seu" - escrito em estilo e fonte Bauhaus (Foto: DW Brazil)

Quando escrevo esse texto estamos no início da chamada Segunda Onda de covid-19. Talvez ainda seja muito cedo para pensar a respeito do pós-pandemia, ainda há muito o que fazer para garantir a segurança e saúde das pessoas. Ou talvez seja justamente o momento para construirmos o futuro próximo, assim como um bom projeto de design, podemos coletar os dados, analisar o contexto socioeconômico e, principalmente, compreender os comportamentos e dores das pessoas impactadas, para assim podermos projetar novos caminhos mais humanizados e menos austeros. 

E o Design com isso?

Se você ainda não entendeu a relação do contexto pandêmico com o Design, talvez seja preciso lembrar que o Design é uma disciplina da área das Ciências Sociais Aplicadas, ou seja, reúne diferentes campos de conhecimento relacionados aos aspectos sociais, econômicos e tecnológicos das diversas realidades humanas. Por essa característica interdisciplinar e considerando superadas as divertidas ou polêmicas (escolha seu viés preferido) discussões sobre "design = arte", "design = luta", "design = visual",  "design = interface". É inevitável que nós designers nos aprofundamos nos aspectos econômicos dos nossos estudos e práticas de design.  Por este motivo, a análise histórica socioeconômica de cenários que se assemelham aos que estamos vivendo podem influenciar significativamente nos próximos anos da nossa profissão. Em outras palavras, estudarmos e compreendermos as mudanças que sucederam aos anos das pandemias passadas é fundamental para não cometermos os mesmos erros. 

Durante muito tempo nós designers falamos sobre "o design ser mais estratégico", "design de impacto social", "design ativista", "design ocupando posições de liderança" etc. Naturalmente alguns desses termos ganharam maior notoriedade dentro da academia, tornando-se linhas de pesquisas científicas e outros acabaram sendo incorporados pelo mercado através das empresas que se posicionaram empregando tais conceitos como discurso e/ou prática. A questão que fica é no "pós-pandemia" de covid-19, o que mudará no Design?

Mudanças Inevitáveis

Considerando um contexto de inevitáveis mudanças comportamentais, tecnológicas e socioeconômicas, decorrentes de um período "pós-pandêmico", talvez observaremos que algumas mudanças que já estamos vivenciando permanecerão e outras possíveis mudanças futuras em diferentes categorias que impactam o design:

  1. Trabalho remoto: essa foi a primeira e talvez a que exigiu maior necessidade de adaptações para nós designers, métodos, processos e cerimônias de interação dos times de design precisaram ser remodeladas. Além das questões de infra-estrutura para trabalhar de casa, internet com conexão estável e veloz suficiente, benefícios de contrato de trabalho, e outras questões que impactam os times de design. Muitas empresas já anunciaram que permanecerão com o modelo de trabalho 100% remoto, outras ainda estão avaliando e novos modelos estão sendo estudados e propostos. Talvez em breve teremos mudanças significativas nas dinâmicas privilegiadas de quem pode trabalhar remotamente com design, alcançando mais pessoas em diferentes localidades do mundo e assim ampliando o impacto dos nossos projetos.
  2. Hábitos de Consumo: assim como uma pandemia modificou completamente os hábitos de consumo da China e do Japão em relação ao uso de máscaras, é muito possível que outros grupos sociais tenham seu comportamento de higiene pessoal e segurança preventiva de contaminações remodeladas. Outro ponto muito relevante foi a mudança vertiginosa do comportamento de compra das pessoas, estimuladas pela necessidade de isolamento social, segundo o E-commerce Brasil, principal portal de conteúdos do setor no país, houve um aumento de 46% no volume de compras online durante a pandemia e a estimativa do Americas Market Intelligence (AMI) é que até o final do ano  50 milhões de pessoas terão comprado online pela primeira vez.
  3. Interações: é interessante observar também as mudanças nas interações individuais, nem mesmo a nossa língua escapa às mudanças que uma pandemia trás, por exemplo no nosso vocabulário que já incorporou diversos termos que não estavam no conjunto de palavras do cotidiano, como por exemplo: "isolamento", "achatar a curva", "lockdown", "lives" etc. As dinâmicas de saudações e cerimônias também foram alteradas, o ato de cumprimentar as outras pessoas com o cotovelo ou à distância, velórios e funerais à distância, julgamentos, depoimentos e outros eventos, alguns conseguiram se digitalizar e outros ainda passarão por evoluções para se adaptar à digitalização.
  4. Educação: a Educação à Distância (EAD) não é algo novo. Porém sempre sofreu preconceito de diferentes naturezas, seja pelas plataformas e ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) que não entregavam uma experiência adequada/desejável ou, segundo Daniel Kahneman, economista comportamental vencedor do Nobel de Economia em 2002, por que os indivíduos possuem uma forte tendência a manter o status quo, pois as desvantagens de sair da posição atual parecem muito maiores que as vantagens. Mas a pandemia acelerou/forçou esse processo de digitalização de muitas escolas e cursos, criando assim um cenário que está evidenciando um outro problema que já está posto há anos, o da qualidade da educação que, por sua vez, é combustível para a massificação da indústria da educação informal, que confunde o acesso a informação com a formação do conhecimento, mais um sinal do que Zygmunt Bauman, sociólogo e filósofo polonês, descreveu como diluição das instituições no Mundo Líquido, onde é aterrorizante a ideia de assumir um compromisso educacional por 4 anos ou mais, surgem os cursos com menos de 1 ano de duração que prometem formação profissional para atuar no mercado.

Essas são apenas algumas das inúmeras mudanças que nós estamos vivendo como sociedade e o Design não está fora disso, não está numa posição elevada que olha de fora e atua nessa mudança. Mas sim, sofre com elas e navega nas inconstantes ondulações imprevisíveis que este momento de transformações nos proporciona. E talvez, seja essa "fluidez disciplinada" que nós designers precisamos amadurecer, respeitando e utilizando as bases fundamentais e históricas das teorias e conceitos de design, compreendendo as nuances humanas envolvidas no nosso campo de atuação, mercado, contexto e evitando cair na armadilha da sociedade do desempenho que, segundo o filósofo e ensaísta sul-coreano Byung-Chul Han, promove o desaparecimento da alteridade, e usa da violência da positividade do igual, para legitimar o discurso  da hiperatividade, da histeria do trabalho , da produção e do desempenho. Em outras palavras, que em 2021 nós designers não nos tornemos escravos de nós mesmos, numa auto-exploração travestida de realização e busca ilusória por uma prosperidade desejada.

Imagem de bolhas subindo para a superfície do mar.  (Foto: Pixabay)
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